Uma dose para três - Cap XVII

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Naquele momento tudo começou a girar, minha cabeça começou a parar de raciocinar, eu não podia estar vendo aquilo acontecer, dois adultos saírem na mão por causa de uma infantilidade daquelas, ambos eram importantes para mim, eu não podia deixar algo acontecer, mas eu não conseguia me mexer, não conseguia dar um passo a minha frente, eu estava para entrar no carro, a porta encontrava-se aberta, mas eu não conseguia me mover. 

Jonathan olhou para mim e reparou o estado em que eu me encontrava, literalmente em choque, foi quando ele percebeu que a única coisa que podíamos fazer naquele momento era entrar no carro e fugir daquilo tudo. Ele correu até minha porta, me colocou praticamente empurrada para dentro do carro, correu para o outro lado entrou por sua porta, a fechou rapidamente e deu partida o carro cantando pneus. Ele sabia que eu não aguentaria mais nem um minuto daquela situação.

Quando finalmente estávamos a alguns quilômetros de de distância ele começou a tentar me acalmar.

- Julia? Você está bem? - Ele estava desesperado.
- Julia fale comigo, me dê uma resposta, não brinque comigo deste jeito. - Ele estava quase surtando.

Eu queria responde-lo, mas minha voz não saía, eu queria dizer todas as sensações que se passavam por meu corpo mas não conseguia. Então ele finalmente entendeu que eu não conseguiria falar qualquer coisa até me acalmar. 

Seguimos viajem em silêncio, passaram-se 20 minutos e ele resolveu ligar o som, colocou "As We Grow Older" do Roy English para tocar, não sabia se ele já tinha a informação de que eu gostava daquela música, ou se ele apenas compartilhava o gosto musical sem saber. Mas gostei de ouvi-la naquele momento.

Fomos ouvindo uma sequência de músicas até chegarmos em meu apartamento. Foi reconfortante e as músicas combinavam com as formas, texturas e cores da cidade enquanto eu observava da janela. 

Quando finalmente chegamos em meu apartamento eu já estava mais calma e conseguia falar, então resolvi chama-lo para subir desta vez, para conversarmos.

- Jonathan? - O chamei enquanto ele estacionava.
- Julia, finalmente! - Ele sorriu.
- Você quer subir hoje? - Perguntei.
- Sério? Vai me deixar conhecer sua casa? Você mora sozinha? - Percebi o brilho em seu olhar, e fiquei com medo do que ele estava esperando desta visita.
- Sim, vou. - Eu ainda estava assustada e preocupada.

2 comentários :

  1. Vou dar uma lida nos outros capítulos e depois volto aqui pra comentar o que tô achando da história.

    Beijos
    http://www.deliriosdegarota.com

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